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Curso Compliance

Estão abertas até sexta-feira (01/05/20) as inscrições para as 30 primeiras vagas (GRATUITAS!) para o curso “Carreira em compliance: dez coisas de que você precisa saber para começar”.

“Sei que nesse momento difícil muitas pessoas estão buscando novas perspectivas de carreira. Mesmo antes da pandemia, sempre fiz questão de ajudar quem me procurou pedindo dicas ou recomendações pra começar no compliance, afinal também tenho apoio de muita gente”, disse Letícia.

O curso é destinado a profissionais que estão ingressando ou querendo ingressar na área de compliance. Não será abordada a metodologia de implementação de sistemas de compliance nesse momento.

Se você quer se inscrever, escreva para FALECOM@LETICIASUGAI.COM para receber o link para preenchimento.

 

 

No final de 2019 tive a oportunidade de conhecer e assistir a uma palestra do ex-ministro Carlos Ayres Britto. Admirável sua capacidade de conciliar a sutileza da arte com a densidade de temas que assolam nossa sociedade, como a corrupção. Mais atraente do que a complexa combinação é a lente sobre a qual ele vê e vive a vida – e isso é ser multidisciplinar. Afinal, “a arte existe porque a vida não basta²”.

Em tempos de escassez, pensamos em inúmeras formas de fazer (e ser) diferente. Imergimos dentro de nós para, no âmago, refletir sobre o que esse momento nos quer dizer. Somos criativos a ponto de reinventar (ou nos reinventarmos) tanta coisa… e ainda tem muito mais por vir.

Para você (me incluo nisso) que dizia estar sempre corrido, agendando uma reunião atrás da outra, correndo de projeto em projeto, dormindo pouco e trabalhando muito: simplesmente PARE.

Por favor, não diga que não consegue. Talvez essa seja a maior oportunidade que tenhamos nas nossas vidas. “Neste mundo, são aqueles que aproveitam a oportunidade que têm as oportunidades³”. Oportunidade de planejar, de se conhecer, de valorizar, de conectar-se, de ressignificar.

A (verdadeira) nova economia vem por aí. A aceleração da transformação digital e cultural será uma das heranças positivas desse vírus, cabendo a nós repensar sobre formas de fazer negócios, de nos relacionarmos e se nosso trabalho ainda será necessário em um curto horizonte de tempo.

O que você entrega é essencial? Realmente trará algum benefício para a sociedade?

Começamos a deixar de lado superficialidades para dar valor ao que verdadeiramente importa.

Aqui está o desafio, portanto, de ressignificar: nossos relacionamentos com o próximo, com o meio-ambiente, o sentido do nosso tempo e a importância que damos às coisas e às pessoas. Lembre-se de que “o mais importante e bonito do mundo é isso: que as pessoas não estão sempre iguais, mas que elas vão sempre mudando⁴”. Essa é nossa chance de aproveitar.

Ao longo desse processo, a multidisciplinaridade e capacidade de adaptação ao desconhecido serão ingredientes fundamentais.

De acordo com o relatório da Trend-Watching, as principais tendências do mundo pós-coronavírus são:

  • Virtualização geral com o crescimento das experiências e relações virtuais (shows, museus, viagens e reuniões), a fusão de e-commerce e transmissão ao vivo (streaming), automatização de processos (relação homem/robô e IA) e o crescimento dos bens virtuais como símbolos de status (nota: por favor, lembrem-se sempre da acessibilidade e da comunicação inclusiva);
  • Preocupação em estar em ambientes saudáveis;
  • Auto-aperfeiçoamento por meio de cursos e contatos online com especialistas e mentores;
  • Necessidade de desenvolver habilidades domésticas, por anos negligenciadas;
  • Demanda por suporte e ajuda constante para melhora do bem-estar mental;
  • Sustentabilidade por meio do compartilhamento de soluções open source.

Nossa destreza para inovar e disruptir continuará sendo diariamente desafiada. Nossa sensibilidade à diversidade e à condição humana deverá florescer. Nossas habilidades, multiplicadas.

Pensemos em como fazer diferente de verdade a partir de agora. Entregar mais valor, significado e propósito para o mundo, reinventando-se por inteiro.

Apesar de você

Amanhã há de ser

Outro dia⁵.

 

¹: Lulu Santos

²: Ferreira Gullar

³: George Eliot

⁴: Guimarães Rosa

⁵: Chico Buarque

Letícia Sugai é sócia das empresas Veritaz Gestão de Riscos e Compliance e Gordion Consultoria. É presidente do Instituto Paranaense de Compliance (IPACOM), criadora do Movimento “Integridade sempre vale a pena” e vencedora do 1º Prêmio Compliance Across Americas. Possui MBA em Gestão de Riscos Corporativos pela Faculdade de Engenharia São Paulo, é Certified Expert in Compliance (CEC) pelo Instituto ARC e certificada em compliance e anticorrupção (CCA-1) pela Legal Ethics Compliance (LEC). Bacharel em Administração pela Universidade Federal do Paraná.

Compartilho aqui um artigo escrito há alguns meses para a Revista Dimensão. Nele, abordo de forma introdutória e com uma linguagem mais acessível o tema compliance a fim de que possamos propagar cada vez mais uma necessidade real e atual do nosso país.

Imagine que você pudesse fazer suas compras, abastecer seu carro e inúmeras outras atividades cotidianas sem interagir com ninguém. Você escolhe, você paga e, se necessário, leva o troco. Tudo isso com autonomia total para declarar o valor da compra que quisesse ou devesse. Porque há a confiança de que nem você, nem ninguém, teria um comportamento que não fosse o correto.

Uma realidade assim pode parecer fantasiosa se considerarmos que, todos os dias, nos deparamos com diversos desvios de conduta. Desde pequenas ações até grandes fraudes corporativas. Estamos acostumados a conviver com os sérios prejuízos que esses ilícitos causam para a sociedade e com o desequilíbrio que gera na nossa economia.

E o cenário ganhou ainda mais complexidade no que chamamos hoje de Mundo VUCA – ou, em português, VICA – a sigla descreve quatro características do momento que vivemos: Volatilidade, Incerteza, Complexidade e Ambiguidade. Ele gera novos desafios tanto para os profissionais quanto para as organizações.

As pessoas estão mais conectadas e as informações correm com mais rapidez. Conter irregularidades e evitar vazamentos de dados envolvem operações mais sofisticadas. Há uma dificuldade planejar, de ter previsibilidade. Riscos e potenciais prejuízos de imagem e de reputação hoje geram mais inquietação em empresas do que metas não alcançadas e perdas financeiras.

No Brasil, nunca discutimos tanto a respeito de transparência. Com isso, o tema da moda hoje não poderia ser outro: compliance. Você já ouviu falar a respeito?

Compliance quer dizer “fazer a coisa certa mesmo quando ninguém está olhando”. É um termo estrangeiro que, literalmente, significa “cumprimento”. Também podemos entendê-lo como “o dever de promover uma cultura que estimule a conduta ética e o compromisso com o cumprimento de leis e normas”. No Brasil, o tratamos como conformidade ou integridade. Na prática, é quando uma organização combina atitudes, crenças e comportamentos para agrupar normas, manter uma conduta ética e, assim, combater desvios de conduta humana, seja por dolo, omissão ou negligência.

Até 5% do faturamento de qualquer negócio é perdido com fraudes. Ocorrem, segundo dados da KPMG, em 66% dos casos motivados por ganho financeiro pessoal e por cobiça, em 27% deles porque houve vontade ou porque o fraudador entendeu que podia e em 13% por influência da cultura organizacional.

Se dermos um zoom nas estatísticas e olharmos o fraudador mais de perto, podemos compreender como exatamente se dá a quebra de confiança. O especialista e autor Donald Cressey criou o Triângulo da Fraude para explicar como os ilícitos acontecem. Primeiro, há a pressão, também denominada de motivação. A pessoa que possui a informação logo detecta a oportunidade para o desvio e fecha o triângulo racionalizando o assunto, criando argumentos lógicos para justificar o que está prestes a fazer, focada na suposta solução do problema não compartilhado.

Atitudes assim, que ocorrem em salas, no secreto, somadas geram prejuízos assustadores. Hoje, de acordo com relatório da FIESP, 2,3% de toda a riqueza gerada no país vai parar no bolso de corruptos. Algo em torno de R$ 220 bilhões por ano. O montante corresponde a 30 vezes o orçamento de 2019 para a Educação no estado do Paraná.

Há muito trabalho a ser feito. Ainda falta informação. Muitas pessoas e também empresas ainda não compreenderam como o compliance pode ser vantajoso.

Ele possibilita um conhecimento maior sobre o negócio e sobre o mercado de atuação. Além disso, viabiliza a prevenção e a detecção de riscos, a proteção à marca, à imagem e à reputação da empresa. A Diretoria Executiva de uma organização que adotou o compliance fica mais protegida. Há redução e proteção de perdas, fraudes e irregularidades. Os negócios são celebrados com mais segurança. E tudo isso torna a empresa mais competitiva e atrativa, com a vantagem adicional de criar um melhor ambiente de negócios.

Então, se as boas práticas são saudáveis para as organizações e para a sociedade, por que elas não são automaticamente adotadas por todos?

Embora estejamos falando de processos, de cumprimento de regras, normas e leis, compliance é, antes de tudo, uma mudança de cultura. Envolve rever hábitos, perspectivas e valores.

Mexer na cultura das pessoas é colocar sob perspectiva um conjunto de elementos como valores, crenças, ideologias e costumes compartilhados dentro de um ambiente. É jogar luz em comportamentos rotineiros que acabaram desenhando a identidade de um grupo. A partir daí, será preciso cavar para encontrar a raiz, revolvendo na terra, e isso pode gerar desconforto. Afinal, nem todo mundo gosta de ter seu jardim bagunçado.

Por isso, é fundamental que as pessoas sejam envolvidas no processo, entendendo que são capazes de ajudar na mudança e enxergando valor efetivo na sua contribuição.

As organizações podem desenvolver mecanismos de incentivo para a prática ética, por exemplo. Há casos inspiradores, de empresas que adotaram a cultura da conformidade e contam histórias de sucesso. Votorantim, Embraer e O Boticário são apenas algumas delas.

Negócios são feitos por pessoas, então é para elas e por elas que algo assim é implementado: para que haja mais segurança no desempenho de suas funções e, dessa forma, resultados mais significativos. Começa por olhar para o negócio sob a ótica de que ele pode crescer em reputação, desempenho financeiro e, ainda, deixar um legado verdadeiro se for construído com base em pilares sólidos e processos estruturados.

Mais de 80% dos brasileiros acham que pessoas comuns podem combater a corrupção de acordo com uma pesquisa realizada pela Transparência Internacional. E como brasileiros, gostamos de ser cordiais e da informalidade – por isso tendemos a ser avessos a um sistema que pareça burocrático.

A sociedade se constrói com as ações cotidianas de todos os seus membros. Mais do que grandes momentos históricos, são os dias comuns que definem a realidade de um país. A postura ética não é uma denominação que pode ser adotada de uma vez e para sempre, ela precisa ser renovada todos os dias e perante todas as tentações e racionalizações. Que legado você vai deixar?

Letícia Sugai é sócia das empresas Veritaz Gestão de Riscos e Compliance e Gordion Consultoria. É presidente do Instituto Paranaense de Compliance (IPACOM), criadora do Movimento “Integridade sempre vale a pena” e vencedora do 1º Prêmio Compliance Across Americas. Possui MBA em Gestão de Riscos Corporativos pela Faculdade de Engenharia São Paulo, é Certified Expert in Compliance (CEC) pelo Instituto ARC e certificada em compliance e anticorrupção (CCA-1) pela Legal Ethics Compliance. Bacharel em Administração pela Universidade Federal do Paraná.

Ao longo dos meses de janeiro e fevereiro Letícia ministrou uma série de treinamentos em forma de workshops na matriz e em filiais da Credi-Shop, levando à discussão os temas de conflito de interesses, segurança da informação e assédio moral para debater com mais de 500 colaboradores ao longo do período.

Os treinamentos continuarão na Credi-Shop, que tem investido fortemente no seu Programa de Compliance e no aprimoramento de iniciativas que fortaleçam a cultura de integridade na empresa.

SCGás Compliance

No dia 07 de fevereiro de 2020, a SCGÁS realizou o lançamento do seu Código de Conduta e Integridade. Letícia foi uma das convidadas para palestrar sobre o tema. Na ocasião, ela trouxe informações de mercado e do cenário de compliance no Brasil, apresentando em seguida os principais pontos de destaque do novo Código.

Antecedeu a apresentação a Secretária Executiva de Integridade e Governança, Naiara Augusto, que discorreu sobre a importância do compliance e da participação de todos na iniciativa.

Estiveram presentes os colaboradores da companhia e toda a Diretoria Executiva.

No dia 15 de janeiro de 2020 a Veritaz, primeira consultoria de Letícia, deu um passo importante para o início do ano. Ela assinou e submeteu a carta de adesão à Rede Brasil do Pacto Global da ONU.

Nela, a empresa compromete-se a apoiar os dez princípios do Pacto Global sobre direitos humanos, trabalho, meio ambiente e combate à corrupção, expressando a intenção de implementar esses princípios.

“Estamos empenhados em tornar o Pacto Global e seus princípios parte da estratégia, da cultura e das operações cotidianas de nossa empresa e em nos envolvermos em projetos cooperativos que promovam os objetivos mais amplos de desenvolvimento das Nações Unidas, em particular os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, disse Letícia.

O processo de aprovação leva de 4 a 6 meses a partir do envio da carta. Outras análises devem ser feitas a fim de manter o padrão da triagem realizada.

Petrobras Compliance

De acordo com a Organização das Nações Unidas, o dia 09 de dezembro é reconhecido como o Dia Internacional de Combate à Corrupção.

Em referência a esta data, a Petrobras realiza anualmente, em dezembro, o evento Petrobras em Compliance com o objetivo de apresentar as ações, os avanços e os desafios da companhia no combate à fraude, à corrupção e a lavagem de dinheiro. Além disso, discute temas afins e proporciona a reflexão, a troca de experiência e o diálogo com autoridades e profissionais especialistas em compliance.

Em 2019, em linha com a diretriz de aprimoramento contínuo das ações de compliance da Petrobras, foram desenvolvidas diversas iniciativas durante a semana de 09 a 13 de dezembro, de forma a aumentar o impacto positivo das mesmas junto ao público interno e externo. Letícia Sugai participou do 1º dia do evento, que também contou com a presença do Diretor Marcelo Zenkner e do ex-ministro Carlos Ayres Britto.

A Semana Petrobras em Compliance tem por objetivo fomentar a cultura de integridade junto aos colaboradores bem como ampliar o alcance das reflexões, dos debates e das ações de compliance realizadas pela Petrobras, levando o tema a outros públicos de interesse.

CRC PR Compliance

Na última sexta-feira, 08/11, Letícia Sugai, realizou uma palestra sobre compliance e empreendedorismo acadêmico para professores e coordenadores do curso de Ciências Contábeis de todo o Paraná.

A temática proposta foi de “Empreendedorismo Acadêmico – Compliance como mecanismo de mudança cultural na formação do profissional contábil”. Letícia discorreu sobre a importância da inclusão do tema não somente como área técnica de atuação, mas como base na formação acadêmica.